O ensino superior foi o período que mais registrou aumento, com quase 1% em relação a 2005. O segundo grau apresentou acréscimo de um ponto percentual. Apesar da alta na maioria das modalidades da educação básica, o número de crianças matriculadas na alfabetização decresceu mais de 1%. Apesar da diminuição dos matriculados na fase inicial do ensino, houve aumento de quase 2% dos alunos nas escolas particulares, referente ao nível fundamental.
Outro aumento sensível foi a procura por instituições privadas de ensino superior. A fração dos que cursam faculdades particulares, em comparação a todos que cursam o terceiro grau em Goiás, saltou dos 7,51% em 2005 para 8,73% em 2006. A taxa dos que estão matriculados na última fase da ensino regular correspondeu no ano passado a quase 12% de todos os estudantes goianos.
A estudante de Direito Marta Vieira dos Santos, 45, está entre os alunos de faculdades privadas. Ela prestou vestibular em 2005, na Universidade Federal de Goiás (UFG) e na Faculdade Sul-Americana (Fasam). Não obteve sucesso na rede pública, por isso não pestanejou e foi fazer o curso, mesmo sabendo que o custo financeiro é alto. “O vestibular é menos concorrido, e as bolsas oferecidas pelo governo, e até pela própria faculdade, facilitam o ingresso de estudantes”.
Depois de matriculada, Marta fez uma proposta à faculdade. Ela iria trabalhar quatro horas por dia na instituição, em troca de meia bolsa na mensalidade. A Fasam aceitou o pedido, e hoje a estudante se diz satisfeita com a qualidade do curso. “Tenho amigos que saíram da rede pública e vieram para a privada. Na maioria da vezes, por questão de horário ou até qualidade”, diz Marta.
Brasil No País, aumentou em 13,2% o número de estudantes no ensino superior, enquanto houve queda de 4,5% nos inscritos na alfabetização e de 0,9% nos matriculados no ensino médio. O Pnad ainda mostrou que Estados como Rondônia ainda tem mais de 40% das crianças entre 5 e 6 anos fora da escola. Em nível nacional, a participação no sistema educacional em 2006 era de 31,7% para pessoas entre 18 a 24 anos. Após os 25%, a taxa de permanência nas escolas brasileiras representava 5,6%.
Em todos os grupos de idade, as mulheres tinham percentual maior de freqüência à escola que os homens. Para o grupo em idade escolar, de 5 a 17 anos de idade, as proporções de estudantes eram 92,4% entre as mulheres e 91,9% para os homens. Em todas as regiões, as mulheres se mostraram mais presentes, mas a região Centro-Oeste quase apareceu um empate, com apenas 0,1% de diferença.
Acesso E não é só a educação que está em alta. Aumentou ainda o interesse dos brasileiros pelo computador. Em todas regiões do País o número de máquinas nas residências foi maior em 2006 em relação a 2005, quando 18,6% das casas tinham computador, taxa que passou para 22,4% em 2006. O número de linhas telefônicas nas residências brasileiras no ano passado aumentou para 74,5%, sendo que, até 2005, 71,6 % das famílias contavam com o telefone. Nas regiões Norte e Nordeste, os celulares caíram no gosto dos consumidores e os índices de crescimento na quantidade de telefones móveis superaram a média nacional.
Pólo de imigração
A Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (Pnad) mostra que a região Centro-Oeste, na análise por regiões, e Roraima, em relação aos Estados, são os maiores pólos de migração no País. Em Goiás, 53,7% da população nos municípios é formada por imigrantes.
O estudante Italo Ramalho, 20, há oito anos mora em Aparecida de Goiânia. Natural da cidade do Rio de Janeiro, Italo morava na capital paulista quando os pais resolveram procurar um lugar que oferecesse melhores condições de vida. “Não sabia nem o nome da cidade em íamos morar, viemos só com a cara e a coragem”. Segundo ele, aqui os pais alcançaram metas tidas como impossíves no Rio.
Segundo o especialista em geopolítica e professor do Instituto de Estudos Socioambientais da Universidade Federal de Goiás, Romualdo Pessoa Campos Filho, um dos principais fatores que contribuíram para a grande incidência de imigrantes no Estado foi o desenvolvimento da região Centro-Oeste ocasionado pela transferência da capital federal para o interior do Brasil. Além disso, logisticamente Goiás é um Estado que possibilita uma fácil ligação com o Centro-Sul do País, principalmente com o Sudeste.
Acesso a saneamento
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) revelou dados preocupantes em relação à infra-estrutura de saneamento básico nas casas brasileiras, com a informação de que quase 30% das moradias não têm serviço de rede de esgoto. Apesar da constatação, os dados mostraram uma alta em relação a 2005 no número de unidades domiciliares atendidas por rede coletora de esgoto em 3,3%, e do número de moradias que utilizavam fossa séptica em 6,1%.
O Amapá apresentou grande queda no atendimento de rede de esgoto ou fossa séptica nas casas: de 58,4% em 2005 para 27,2% em 2006. Outro Estado que também apresentou queda no serviço foi o Rio Grande do Norte: de 55,9% em 2005 para 45,9% em 2006.
O Pnad também observou em todas as regiões brasileiras o o crescimento do percentual de casa cujo lixo era coletado. A proporção de domicílios atendidos passou de 85,8%, em 2005, para 86,6%, em 2006, de um total de 54,6 milhões de casas particulares brasileiras.
Entretanto, um universo de 7,3 milhões de moradias ainda não têm o serviço. A análise por regiões revelou que 72,8% dos domicílios têm o lixo coletado no Nordeste, região que apresentou o pior índice. Gradativamente, o número subiu nas regiões Norte (76,0%) e no Centro-Oeste, Sul e Sudeste: 87,8%, 89,4% e 94,9%, respectivamente.
Cada vez menos filhos
A taxa de fecundidade da população brasileira em 2006, de dois nascimentos por mulher, foi a menor já registrada pelo IBGE e reduziu ao nível do limite da reposição. Isso significa que assim como o número de filhos e a parcela mais jovem da população apresentaram queda, a faixa de pessoas com 60 anos ou mais cresceu em todas as regiões. A Pnad detectou tendência de queda no número de filhos desde a década de 1960 nas famílias brasileiras, com o advento dos novos métodos contraceptivos.
Na época, a taxa de fecundidade era de 6,3 nascimentos por mulher, pouco acima do registrado nas duas décadas anteriores. Em 1970, a taxa de fecundidade no País caiu para 5,8 filhos por mulher e, dez anos depois, para 4,4. Em 1991 e 2000, as taxas foram de 2,9 e 2,3, respectivamente.
Outro dado apresentado pela Pnad é em relação à população jovem com até 25 anos, que diminuiu nos últimos anos. Entre 1981 e 2006, a proporção de jovens caiu de 58,2 para 44,3% do total. A faixa de crianças com até 9 anos no País continua menor que a de indivíduos com mais de 40 anos em todas as regiões, com exceção da Região Norte. A diferença mais acentuada entre faixas etárias está no Sul e Sudeste.
Mulheres são 52,5%
Ainda segundo o IBGE, nascem mais homens no País, mas são as mulheres que vivem mais. A Região Sudeste é a que possui mais mulheres com 60 anos ou mais (57,2%), seguida da Região Sul (55,9%), Nordeste (55,2%), Centro-Oeste (52,5%) e Norte (51,5%).
Dados como a expectativa de vida do brasileiro, assim como as taxas de fecundidade divididas por região, vão ser divulgados pelo IBGE no próximo dia 28, na Síntese de Indicadores Sociais relativo a 2006, que incluem resultados da Pnad somados a outros levantamentos.
AbastecimentoA Região Norte apresentou os piores índices de cobertura de abastecimento de água do Brasil. Em Rondônia, o número de casas com água tratada ficou em 38,6%, no Acre em 47,6% e no Pará, 48,2%. O diagnóstico constatou que os índices pouco oscilaram em relação a 2005. O Distrito Federal e São Paulo tiveram as maiores coberturas, superando os 90% dos domicílios nos dois últimos anos.
Na Região Nordeste, o destaque foi Sergipe, que se aproximou dessa marca em 2006, alcançando 89,2% de cobertura do fornecimento de água por meio de rede geral de atendimento. No Brasil existe a Lei 11.445/2007, conhecida como a Lei do Saneamento Básico, que prevê a universalização dos serviços de abastecimento de água, rede de esgoto e drenagem de águas pluviais.
Publicada dia 15 de setembro de 2007

Rafael Capote é o mais novo exilado cubano no Brasil. O ex-atleta da seleção cubana de handebol acordou cedo, juntou as malinhas, e sumiu da vila do Pan. Segundo apurações e reportagens, viajou do Rio até a casa de um amigo, – outro atleta cubano exilado – na grande São Paulo. O rapaz, de 19 anos e que gastou 600 reais com a viagem, ao ser encontrado por jornalistas, disse que fugiu em busca de maiores oportunidades para praticar a profissão que tanto ama. Cuba, em convênio esportivo com a Venezuela, investiu mais de 40 milhões de dólares nos mais de 500 atletas enviados ao Pan de 2007 e, acontece isto. O pior é que Capote não é o primeiro figurão a manchar as listras e a estrela do país caribenho. Desde 1991, somados todos os Pan-americanos, mais de 80 atletas já deixaram o país em plena competição. Em Winnipeg, no Canadá, 13 atletas tiveram a mesma postura. O tablóide 