João Paulo Teixeira
O Centro Cultural Gustav Ritter foi fundado em 1988, quando o governo do Estado comprou um edifício, próximo a Igreja Matriz de Campinas, para ser a sede da Orquestra Filarmônica de Goiás. Logo depois, somando as vocações do povo campineiro às grandes dimensões do edifício, instalou-se, também no Centro Cultural Gustav Ritter, a Escola de Música e Dança e a Orquestra de Violeiros. Já a história do prédio se confunde com a de Campinas. Foi erguido entre 1946 e 1950, pelos Pe. Oscar Chagas e Antonio Penteado para abrigar os padres Redentoristas que chegavam de todas as partes de Goiás. Em estilo Art Déco, a construção ainda imponente, funcionou como casa aos Redentoristas até 1986, quando passou a se dedicar a formar músicos, artistas, bailarinos e cidadãos. E não são poucos os que devem sua formação e sucesso, inclusive internacional, aos professores e colaboradores do Centro Cultural Gustav Ritter. Williene Teles Sampaio, aprovada em uma companhia de balé de Washignton, Estados Unidos, conta que deve toda sua formação aos mestres do Centro. Paulo Arrais, também formado em balé, venceu o premio Opera Paris, e atualmente apresenta-se no Royal Balé da Inglaterra. Eliabe Vieira, depois de classificado entre os melhores do Brasil, foi para o Balé da Dinamarca. E a lista não é mais extensa, porque, como afirma Williene Teles, muitos dos classificados não tem como arcar com as despesas de custos e não possuem patrocínios. Patrícia Nogueira, mãe de uma aluna do curso de flauta, questiona a cobrança de mensalidades e taxas de matrículas. Um meio que ela aponta para excluir as cobranças é vincular as Escolas de Música e Dança a Secretária de Educação e não a Agência de Cultura. Compartilha desta mesma opinião o músico e professor Charles D’Artagnan. Charles, que mora em Campinas desde 1963, é musico há 25 anos e tem cinco Cds gravados, acredita que a medida, se for juridicamente possível, trará mais profissionalismo ao Centro, uma vez que vai exigir concurso público para a contratação do corpo docente. Uma melhor seleção de profissionais, segundo ele, vai melhorar a remuneração da classe e valorizar boas administrações, como a da diretora Dilma Barbosa. O professor, que estudou no conservatório de música de Tatuí, o maior da América Latina, e viajou em apresentações por Roma, Madri, e Paris, vê nessa medida, além de parcerias com a iniciativa privada, um meio de melhorar o ensino, os instrumentos e a estrutura física do Centro. Formador de talentos populares e eruditos para a música goiana, a que considera originalmente brasileira, Charles D’Artagnan pensa que o Centro Cultural Gustav Ritter deve ser mais bem cuidado, e a taxas, se cobradas, devem ser revertidas para a manutenção. O músico observa ainda que, a expansão de novos centros culturais a diversos bairros de Goiânia, além de descobrir novos talentos, contribuí para reacender sentimentos de orgulho e paixão pelo bairro, cidade e cultura que aprendem a conhecer, assim como ele aprendeu a apreciar, Campinas e sua vocação cultural.
Quem pode participar do Centro Cultural Gustav Ritter
Podem participar dos cursos de Violino, Viola, Violoncelo, Contrabaixo, Violão, Piano, Flauta, Clarineta, Saxofone, Trompa, Trombone, Tuba, Bateria, Teclado, Técnica Vocal, Canto Coral, Percepção Musical, Regência Coral e Preparatório para o vestibular de música, crianças a partir de nove anos de idade, adolescente e adultos. Já a Escola de Dança oferece o curso de Balé Clássico, sendo que Sapateado e Jazz fazem parte do curso, crianças de 6 a 10 anos de idade. Os aprovados nos testes de aptidão, realizados entre 26 a 28 de fevereiro, podem procurar a secretária do Centro e efetuar a matrícula após pagar a taxa de 30 Reais, e mensalidades de nove parcelas de 10 reais.
Quem foi Gustav Ritter
O Centro Cultural Gustav Ritter foi fundado em 1988, quando o governo do Estado comprou um edifício, próximo a Igreja Matriz de Campinas, para ser a sede da Orquestra Filarmônica de Goiás. Logo depois, somando as vocações do povo campineiro às grandes dimensões do edifício, instalou-se, também no Centro Cultural Gustav Ritter, a Escola de Música e Dança e a Orquestra de Violeiros. Já a história do prédio se confunde com a de Campinas. Foi erguido entre 1946 e 1950, pelos Pe. Oscar Chagas e Antonio Penteado para abrigar os padres Redentoristas que chegavam de todas as partes de Goiás. Em estilo Art Déco, a construção ainda imponente, funcionou como casa aos Redentoristas até 1986, quando passou a se dedicar a formar músicos, artistas, bailarinos e cidadãos. E não são poucos os que devem sua formação e sucesso, inclusive internacional, aos professores e colaboradores do Centro Cultural Gustav Ritter. Williene Teles Sampaio, aprovada em uma companhia de balé de Washignton, Estados Unidos, conta que deve toda sua formação aos mestres do Centro. Paulo Arrais, também formado em balé, venceu o premio Opera Paris, e atualmente apresenta-se no Royal Balé da Inglaterra. Eliabe Vieira, depois de classificado entre os melhores do Brasil, foi para o Balé da Dinamarca. E a lista não é mais extensa, porque, como afirma Williene Teles, muitos dos classificados não tem como arcar com as despesas de custos e não possuem patrocínios. Patrícia Nogueira, mãe de uma aluna do curso de flauta, questiona a cobrança de mensalidades e taxas de matrículas. Um meio que ela aponta para excluir as cobranças é vincular as Escolas de Música e Dança a Secretária de Educação e não a Agência de Cultura. Compartilha desta mesma opinião o músico e professor Charles D’Artagnan. Charles, que mora em Campinas desde 1963, é musico há 25 anos e tem cinco Cds gravados, acredita que a medida, se for juridicamente possível, trará mais profissionalismo ao Centro, uma vez que vai exigir concurso público para a contratação do corpo docente. Uma melhor seleção de profissionais, segundo ele, vai melhorar a remuneração da classe e valorizar boas administrações, como a da diretora Dilma Barbosa. O professor, que estudou no conservatório de música de Tatuí, o maior da América Latina, e viajou em apresentações por Roma, Madri, e Paris, vê nessa medida, além de parcerias com a iniciativa privada, um meio de melhorar o ensino, os instrumentos e a estrutura física do Centro. Formador de talentos populares e eruditos para a música goiana, a que considera originalmente brasileira, Charles D’Artagnan pensa que o Centro Cultural Gustav Ritter deve ser mais bem cuidado, e a taxas, se cobradas, devem ser revertidas para a manutenção. O músico observa ainda que, a expansão de novos centros culturais a diversos bairros de Goiânia, além de descobrir novos talentos, contribuí para reacender sentimentos de orgulho e paixão pelo bairro, cidade e cultura que aprendem a conhecer, assim como ele aprendeu a apreciar, Campinas e sua vocação cultural.
Quem pode participar do Centro Cultural Gustav Ritter
Podem participar dos cursos de Violino, Viola, Violoncelo, Contrabaixo, Violão, Piano, Flauta, Clarineta, Saxofone, Trompa, Trombone, Tuba, Bateria, Teclado, Técnica Vocal, Canto Coral, Percepção Musical, Regência Coral e Preparatório para o vestibular de música, crianças a partir de nove anos de idade, adolescente e adultos. Já a Escola de Dança oferece o curso de Balé Clássico, sendo que Sapateado e Jazz fazem parte do curso, crianças de 6 a 10 anos de idade. Os aprovados nos testes de aptidão, realizados entre 26 a 28 de fevereiro, podem procurar a secretária do Centro e efetuar a matrícula após pagar a taxa de 30 Reais, e mensalidades de nove parcelas de 10 reais.
Quem foi Gustav Ritter
Hering Gustav Ritter, que teve o nome imortalizado com a Centro Cultural, nasceu em Hamburgo, Alemanha, em 10 de Março de 1904 mas faleceu em Goiânia em 22 de outubro de 1971. Hering Gustav Ritter veio para o Brasil em 1925, depois de cursar a Escola de Belas Artes de Hamburgo. Trabalhando três anos como marceneiro, ofício que aprendeu na Escola de Belas Artes , Hering residiu em Estrela, Rio Grande do Sul. Em 1932, voltou a Alemanha e prestou exames de mestria perante a Câmara de Artes, setor marcenaria. Inconformado com o regime nazista, Hering Gustav Ritter aceitou o convite de amigos e mudou-se para a província de Loreto, no Peru. Em 1936, desceu o alto Amazonas peruano para retornar definitivamente ao Brasil. Trabalhou como arquiteto e desenhista no Ceará e Minas Gerais, quando em 1949, foi nomeado professor de Ensino Técnico e Industrial do Ministério da Educação da Escola Técnica Federal de Goiás. Lecionou Desenho de Móveis até 1970, quando fundou com o professor Luis Curato a Escola de Belas Artes da Universidade Católica de Goiás. Também foi fundador-professor do Instituto de Belas Artes da Universidade Federal de Goiás, onde se tornou titular da cadeira de Escultura, depois de ser nomeado cônsul honorário da Alemanha no Estado de Goiás.

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