terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Comerciantes e freqüentadores denunciam descaso com Praça Joaquim Lúcio

João Paulo Teixeira


Lixo, sujeira, moradores de rua, água parada, pisos quebrados e um coreto mal conservado e pichado é o que se encontra na Praça Cel. Joaquim Lúcio, de acordo com comerciantes, taxistas e freqüentadores do local. A praça, revitalizada em abril de 2002, abrigo de carnavais das décadas de 30 e 40 já não possui a mesma áurea dos contos de José Mendonça Teles. Segundo a comerciante Sebastiana Inácio, que há 14 anos trabalha na praça, o local sofre com moradores de rua e vandalismos que acabam por dispersar a freguesia. Sebastiana conta que, além de estacionamentos seguros, faltam também banheiros públicos, um dos principais e antigos problemas da praça. A comerciante também acredita que a retirada da Biblioteca Virtual, que dispunha computadores para o acesso a Internet, anteriormente instalada no Coreto influiu na queda de movimento de sua banca de revistas. Wilson Campos, que morou na década de 80 em Campinas e agora reside em Vilhena, Rondônia se diz surpreso com o desleixo que a praça se encontra. A praça, que chegou a receber uma consulta popular para definir qual a arquitetura adotada na restauração, agora sofre com a falta de manutenção do patrimônio restaurado. Na porta de entrada do coreto, amontoa-se lixo e papéis. Já nos canteiros, a água se acumula em poças, causando inclusive, risco de doenças como a dengue. No outro extremo, os taxistas reclamam do ponto desfavorecido e oculto que receberam com a revitalização. Dispostos antes na avenida 24 de outubro, dizem-se prejudicados com a alteração,para a rua ..... , . Marcos Antonio de Oliveira, professor de História na Universidade Estadual de Goiás – UEG – e residente em Campinas expressa o sentimento da população. Segundo ele, a praça mostra a visão de abandono que Campinas sofre por partes dos poderes públicos. O patrimônio histórico é depreciado, mostrando um total desrespeito a cultura e sociedade campineira e goianiense. Marcos conta que ficou inviável levar a família ao local, uma vez não se sente seguro e não vê atrações satisfatórias de lazer e entretenimento, principalmente com a desativação da Biblioteca Virtual, que funcionava no coreto atendendo a população com computadores ligados a internet. O professor alega que já denunciou o descaso a Associação de Moradores de Campinas e recorreu a imprensa, embora em não recebeu medidas satisfatórias. A Secretária de Meio Ambiente de Goiânia foi procurada, mas não respondeu as solicitações dos moradores.

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