João Paulo Teixeira
Mais de 35 mil pessoas morrem por ano nas estradas brasileiras. Isso equivale, em números de vítimas, à queda de um Airbus-320 – igual ao último acidente da companhia TAM que matou 199 pessoas – a cada dois dias. As estatísticas são do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e se referem ao ano de 2005. Desde que entrou em vigor o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), em janeiro de 1998, as mortes no trânsito são como se tivessem sido perdidas vidas de passageiros de cerca de 1,6 mil airbuses lotados.
Ocorreram em Goiás, no ano de 2005, 59.217 acidentes, com 1.184 mortos. Em comparação, quase 6 aviões lotados como o da TAM. Os dados foram divulgados pelo Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran/GO). No ano passado, aconteceram no Estado 48.091 acidentes, com 32.018 feridos e 1.081 mortos. Neste ano, até o mês de maio, 427 pessoas já morreram nas ruas e estradas goianas, o que corresponde a mais de três Airbuses-320 lotados. Os dados do Denatran, agrupados na última quarta-feira com os do Ministério da Saúde e os do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que, além dos mais de 35 mil mortos nas estradas, o trânsito brasileiro ainda deixa 120 mil pessoas internadas.
A reunião dos dados, realizada por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), se transformou no livro Acidentes de Trânsito no Brasil - Um Atlas de sua Distribuição, que traz comparações sobre os tipos de acidentes e a faixa etária dos envolvidos proporcionalmente à frota e à população de todos os Estados da federação. O número de acidentes registrados em Goiás, segundo o diretor do Detran/GO, Horácio Melo, é o reflexo da combinação entre aumento da frota de veículos e a imprudência. “Com os aviões, a imprudência praticamente inexiste. No trânsito, ela é freqüente. A única forma de diminuir os acidentes é conscientizar, como o Detran/GO já faz há muito tempo”, acredita.
Sensação de segurança é maior nas rodovias
Ocorreram em Goiás, no ano de 2005, 59.217 acidentes, com 1.184 mortos. Em comparação, quase 6 aviões lotados como o da TAM. Os dados foram divulgados pelo Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran/GO). No ano passado, aconteceram no Estado 48.091 acidentes, com 32.018 feridos e 1.081 mortos. Neste ano, até o mês de maio, 427 pessoas já morreram nas ruas e estradas goianas, o que corresponde a mais de três Airbuses-320 lotados. Os dados do Denatran, agrupados na última quarta-feira com os do Ministério da Saúde e os do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que, além dos mais de 35 mil mortos nas estradas, o trânsito brasileiro ainda deixa 120 mil pessoas internadas.
A reunião dos dados, realizada por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), se transformou no livro Acidentes de Trânsito no Brasil - Um Atlas de sua Distribuição, que traz comparações sobre os tipos de acidentes e a faixa etária dos envolvidos proporcionalmente à frota e à população de todos os Estados da federação. O número de acidentes registrados em Goiás, segundo o diretor do Detran/GO, Horácio Melo, é o reflexo da combinação entre aumento da frota de veículos e a imprudência. “Com os aviões, a imprudência praticamente inexiste. No trânsito, ela é freqüente. A única forma de diminuir os acidentes é conscientizar, como o Detran/GO já faz há muito tempo”, acredita.
Sensação de segurança é maior nas rodovias
Apesar das estatísticas, o ex-presidente do Sebrae/GO Gilvane Felipe, que já sofreu acidente tanto de carro quanto de avião, prefere as estradas. “Por mais que a probabilidade de acidente seja esmagadora, prefiro viajar de carro. Quem já sobreviveu à queda de um avião sabe que a sensação de morte é infinitamente maior”, acredita.Gilvane, que opta por viajar de carro quando precisa ir a Brasília (DF), acredita que está mais protegido quando segura o volante do que quando está sentado numa poltrona de avião. “A impressão de segurança, para mim, é maior quando estou dirigindo. No avião, você depende de outras pessoas, o que traz mais insegurança, por mais que essas pessoas sejam competentes.”
Ciclistas Em 2005, morreram diariamente em todo o País 4,2 ciclistas. A morte de mais de 1.500 ciclistas a cada ano equivale a mais de sete acidentes aéreos como o da TAM. As despesas aos cofres públicos com todos os acidentes de veículos terrestres daquele ano, com ou sem vítimas, foram de R$ 22 bilhões, o que equivale a 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB).
Publicado originalmente, dia 07/09/2007

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